Desafio de uma Escolha

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Entrevista com Renato Soares da Costa Mestre em Hotelaria Internacional

Mestre em Hotelaria Internacional e Gerenciamento de Hotéis.

18 anos de experiência na Austrália.

Hoje atua como consultor na área de Gastronomia  no Rio  de Janeiro.

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Se a paixão não estiver presente, o prazer desanda.” Esta é uma frase de alguém apaixonado pelo que faz, de alguém que  soube transformar seu prazer num fazer com seriedade. Responsável por um caminho de sucesso, Renato nos fala de sua trajetória que teve início ainda na infância. Sua curiosidade e espírito aventureiro o ajudaram, temperando criativamente, as situações vividas. Leiam a entrevista que nos traz dicas preciosas.

Por que você entrou na indústria gastronômica?

Por minha curiosidade e interesse pela arte culinária que se manifestou desde a infância.

Nosso entrevistado ingressou profissionalmente na indústria gastronômica, como estagiário no Hotel Sofitel, aos 15 anos, através de seu tio, ocasião em que passava   férias no nordeste . Como sempre teve muito interesse pela gastronomia , que não sabe explicar de onde vem, trocou o descanso das férias familiares pela oportunidade vivenciar na prática essa experiência de trabalho.

Como você descobriu o interesse por sua profissão?

Inicialmente de maneira amadora através de jantares que preparava em casa dos amigos, e como sempre tive o papel de reunir as pessoas, sentia muito prazer em fazer por meio dessa  arte, preparando assim iguarias saborosas.

Em seguida, por ter um espírito aventureiro e curioso decidi ir morar na Austrália e  trabalhar num restaurante lavando pratos. Percebi que cozinhava muito melhor do que o chefe de cozinha do restaurante.

Candidata-se ao cargo e como foi o escolhido aceita, com satisfação e muita disposição, vencer os desafios de seu primeiro emprego na gastronomia.

Quais os fatores mais importantes na sua formação?

Gostar da atividade, ter jeito e facilidade para preparar a comida, sensibilidade na escolha dos ingredientes, muita prática e uma base teórica  são na minha opinião, os fatores que se destacam para quem quer seguir essa profissão.

Recorda que desde pequeno tinha uma habilidade nata que se manifestava pela facilidade e curiosidade em experimentar a preparação dos alimentos.

Não poupava  esforços quando apreciava um prato, em indagar qual era a receita para por em prática o mais rápido possível.

O que o profissional de gastronomia pode fazer?

No exercício do seu saber, este profissional, além de por a mão na massa para a produção de alimentos, pode administrar seu próprio restaurante, trabalhar em hotéis, preparar alimentos para a nave espacial da NASA, para os cruzeiros de navios e empresas aéreas, escrever sobre o assunto, promover eventos, emitir opiniões sobre a indústria do entretenimento,  ensinar e fazer consultoria.

Quais os maiores desafios que você encontrou?

Considera que os maiores desafios enfrentados no exercício da sua profissão refere-se á remuneração e a carga horária.  

A remuneração que se comparada com gerentes de outros ramos é menos valorizada, à carga horária de trabalho que além de longa e de exigir 10 horas de trabalho em pé, ocupa o profissional nos fins de semana interferindo na vida pessoal e familiar, por outro lado a satisfação sentida em fazer uso da criatividade na criação de um novo conceito da arte culinária e o prazer na execução em preparar a comida compensa as dificuldades encontradas.

Qual era sua expectativa antes de seguir a carreira?

Na verdade não havia expectativa, porque não havia uma escolha planejada. Os fatos foram acontecendo, as circunstâncias surgindo e as oportunidades aparecendo. Fui construindo meu caminho porque precisava trabalhar e sempre lutei por fazer coisas que gostava. Surgiu a oportunidade de trabalhar em restaurante, em pouco tempo tornei-me chefe, depois fui trabalhar numa Escola de Hotelaria, retornei aos estudos fazendo cursos e concluindo meu mestrado em Administração Hoteleira. 

Quando conclui o Ensino Médio, tinha muitas expectativas, escolhi cursar Administração de Empresas, fiz estágio em banco, e me dei conta de que esta minha primeira escolha não era bem o que eu queria, e foi então que decidi viajar e construir este caminho profissional em que hoje atuo.

E hoje depois de alguns anos na carreira, o que você destaca de bom e de ruim?

Tudo que eu vivi foi bom e fez parte de um processo de aprendizagem profissional.

Fiz muitos amigos através da culinária e se o tempo voltasse atrás, provavelmente faria a mesma coisa, só que numa ordem diferente. A gastronomia possibilita um bom emprego no exterior. Os Chefes internacionais trabalham em qualquer lugar do mundo. A linguagem gastronômica é única.

O fato de você ser do sexo masculino beneficiou sua inserção no mercado de trabalho?

No meu primeiro estágio em São Luís não me recordo de mulheres trabalhando na cozinha do Hotel. Apesar da maioria dos Chefes serem homens, a presença de  mulheres é sempre bem vinda neste ambiente de trabalho, pois elas além de tornarem o clima mais leve são bem mais atentas ao detalhes. Creio que hoje as oportunidades são iguais para ambos os sexos.

Qual a importância de sua família na sua escolha?

O fato da família não ser contra, já é um ponto favorável. Não fui diretamente influenciado por minha família na escolha da minha profissão. Tive um tio que fazia parte de um Clube Internacional ligado ao turismo e a Hotelaria que conseguiu meu primeiro estágio, uma avó que cozinhava divinamente bem e a outra avó que recebia as pessoas com mesa farta. Escolhi esta atividade profissional por livre e espontânea vontade e ainda bem jovem. Lembro-me que aos sete anos ao fazer minhas primeiras tentativas culinárias queimei o teto da casa com óleo quente da panela. E apesar do susto não desisti de seguir o meu caminho.

 Quais são as dicas para o sucesso na carreira?

Com firmeza declara: perseverança, acreditar e gostar do que faz e ter paixão pela arte culinária. Não adianta fazer por fazer, pois se a paixão não estiver presente, o prazer desanda.

 

 


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